[Seminário] “O Desenvolvimento que Queremos: Bolsa Família e os Amores e Ódios do Brasil”

“Em tempos de tensão política, como cuidar para que políticas públicas não deixem de ser escrutinizadas e justamente avaliadas? Enquanto pensamos em novos modelos de cooperação internacional para o desenvolvimento, é imprescindível também pensar no que o Brasil tem a oferecer para o debate – o que nos é inegociável e do que nos faz bem abrir mão. Convidamos todos a refletir sobre as infinitas nuances do programa de política pública que se tornou a cara do debate político no Brasil, o Bolsa Família, e os aprendizados políticos e institucionais a ele atrelados.”

O Laboratório de Metodologia, o Brics Policy Center e o Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio têm o prazer de convidar ao público em geral a participar de três dias de discussões sobre o futuro dos programas de transferência condicionada de renda e do desenvolvimento no Brasil.
As discussões acontecerão nos dias 23,24 e 25 de maio no Auditório do RDC na PUC-Rio e contarão com a participação de convidados especiais entre políticos, acadêmicos e críticos do debate do desenvolvimento atual no país. Encontre abaixo a programação do seminário e participe através do Twitter com a #DesenvolvimentoQueQueremos.

[Minicursos] Atividades para 2017.1

O Laboratório de Metodologia do Instituto de Relações Internacionais/PUC-Rio convida aos alunxs do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais e professores do IRI a participarem dos minicursos temáticos de metodologias em Relações Internacionais do semestre 2017.1. Algumas vagas de número limitado também estão abertas para alunxs e professores de RI de outras universidades. Os minicursos são gratuitos.

Os minicursos acontecerão às segundas, terças e quartas nas semanas de 12 e 19 de junho, no auditório do Centro de Estudos e Pesquisas do BRICS, à Rua Mariana, 63, Botafogo, das 8h às 11h. A carga horária total de cada curso será, portanto, de 9 horas.

Os cursos serão ministrados por professoras convidadas, especialistas em cada área em questão. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser realizadas nestes formulários:
http://bit.ly/2pxyChW (interno ao IRI/PUC-Rio) e
http://bit.ly/2q6Bmju (externo ao IRI/PUC-Rio).

As inscrições estarão abertas enquanto houver vagas. Em breve, o programa final de cada curso e uma pasta de leituras serão enviados a cada pessoa inscrita.

NOTAS:
1) Espera-se que xs participantes realizem as leituras dos cursos.
2) Tendo em vista o número limitado de vagas, pedimos que avisem sobre qualquer desistência.

Em caso de dúvidas, entrar em contato com o Laboratório: labmetodologia.iri@gmail.com.

Minicurso 1: Abordagens feministas interseccionais
com a professora María Elvira Diaz Benitez (Museu Nacional – UFRJ)
Datas: 12, 13 e 14 de junho de 2017
Horário: 8h às 11h

Este curso tem por interesse discutir os diversos modos como classe, raça, etnicidade, gênero e sexualidade atuam de forma articulada na conformação de diferenças, posições de sujeito e desigualdade ou privilégio social. As ideias presentes nesse modelo, mais conhecido hoje como interseccionalidade (batizado assim por Kimberlé Williams Crenshaw) não são novas e obedecem a diferentes linhas de pensamento: os estudos subalternos, o feminismo pós-colonial, o black feminism, o feminismo mestiço e o feminismo descolonial.
Por tal, este curso pretende acompanhar as origens, desenvolvimentos e debates dessa linha de pensamento que se configura como um marco analítico/teórico, metodológico e, simultaneamente, político.
Se acreditarmos nas palavras da antropóloga Mara Viveros, isto é, que sexismo, racismo, classismo e heterossexismo possuem alguns dispositivos comuns de funcionamento (a naturalização, a racialização do outro e o uso da dupla natureza/cultura), nossa proposta é examinar como essas características sociais se constroem e afetam mutuamente nas experiências além de perceber que corpos são aqueles que se produzem na articulação das diferenças. Mas, também é importante sofisticar as ferramentas metodológicas para ponderar que interseccionalidade entre gênero, raça, classe e sexualidade não se traduz
automaticamente em somatória de ordens de dominação ou em duplas (ou triplas ou quádruplas) desigualdades de modo per se. Melhor, estaríamos fazendo alusão a diversos modos de relação que em cada caso e a cada pesquisa precisam ser especificados e até mesmo separados de modo contingente.
Interessa-nos também discutir: como construir políticas abrangentes da diversidade de marcadores sociais da diferença?


María Elvira Diaz Benitez possui graduação em Antropologia - Universidad Nacional de Colombia (1998), mestrado (2005) e doutorado (2009) em Antropologia Social - Museu Nacional/UFRJ. Entre 2010 e 2013 realizou pós-doutorado no Núcleo de Estudos de Gênero PAGU, da Universidade Estadual de Campinas com bolsa FAPESP. Tem experiência na área de antropologia urbana, atuando principalmente nos seguintes temas: relações étnico raciais, articulações de raça, classe e gênero, pornografia e sexualidades dissidentes. Autora do livro "Nas Redes do sexo: os bastidores do pornô brasileiro" (Zahar, 2010) e co-organizadora do Dossiê Pornôs (Cadernos Pagu, 2012). Atualmente é professora adjunta no Programa de Pós-graduação em Antropologia Social do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGAS/MN/UFRJ), co-coordenadora do NuSEX (Núcleo de Estudos em Corpos, Gêneros e Sexualidade) da mesma instituição e diretora da Coleção Kalela de Antropologia da Papéis Selvagens Edições (www.papeisselvagens.com).

Minicurso 2: Language, (In)security and Everyday Practice
com a professora Emma Mc Cluskey (King’s College London)
Datas: 19, 20 e 21 de junho
Horário: 8h às 11h

This course brings robust perspectives on language and situated practice into the study of International Relations and Security Studies by introducing key methods and approaches from Linguistic Ethnography. The course would be taught by a mixture of empirical data sessions, analysed using sociolinguistic lenses such as micro-discourse analysis and interpretative repertoires, as well as through juxtaposing texts and articles from IR and Sociolinguistics and examining how they can enter into dialogue with each other. The course is designed for students interested in the everyday dimensions of phenomena such as surveillance, migration, borders and states of exception- who are interested in more rigorous ways to ground their analysis of quotidian practices.



* As aulas deste minicurso serão ministradas em inglês, sem tradução.


Emma Mc Cluskey é pós-doutoranda, pesquisadora associada e teaching fellow no Departamento de Estudos de Guerra, na King’s College London. Seus interesses de pesquisa incluem refugiados e migrantes na União Europeia, abordagens etnográficas aos Estudos Críticos de Segurança, relacionamento entre hospitalidade e segurança e a reformulação da Sociologia Política Internacional por linhas mais antropológicas. Atualmente, trabalha com um projeto com financiamento FP7 sobre o conceito de “Segurança Societária” na Europa.

[Minicursos] Minicursos em Metodologia 2016.2

O Laboratório de Metodologia do Instituto de Relações Internacionais/PUC-Rio, seguindo projeto iniciado no último semestre, convida as alunas e os alunos dos Programas de Pós-Graduação em Relações Internacionais e áreas afins a participarem dos minicursos temáticos de metodologias em Relações Internacionais do semestre 2016.2.
Os minicursos acontecerão às terças e quintas entre 06 e 15 de dezembro, no auditório do IRI 2. A carga horária total de cada curso será de 9 horas. Os cursos serão ministrados por professores/as convidados/as, especialistas em cada área em questão.
Minicurso em Teoria Ator-Rede: pistas metodológicas, com a professora Fernanda Bruno (ECO-UFRJ)
Datas: 05 e 06 de dezembro
Horário: 9h às 13:30
Resumo: A partir de uma introdução aos conceitos fundamentais da teoria ator-rede, o curso explora pistas metodológicas para a pesquisa em ciências humanas e sociais. Tais pistas são mobilizadas pelas seguintes questões:
  • Como observar e analisar objetos de pesquisa “em ação”?
  • Como identificar e descrever os atores (actantes) e suas associações em uma
  • determinada rede?
  • Como seguir os rastros dos atores e como fazê-los falar?
  • Como escapar da oposição entre o feito e o fato?
  • Como exercitar a perspectiva oligóptica no trabalho de campo?

Para maiores informações, os aúdios das aulas podem ser acessados aqui.


Fernanda Bruno é professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ, mesma instituição onde concluiu seu doutorado em 2001. É pós-doutora pela Sciences Po (Paris), onde atuou como pesquisadora visitante de 2010 a 2011. Seus principais temas de produção científica, tecnológica e artístico-cultural são: tecnologia, subjetividade, corpo, tecnologias de comunicação, cognição, vigilância e visibilidade.

Minicurso em Process-tracing: metodologia e limites do pluralismo epistemológico, com o professor Leonardo Ramos (PUC-Minas)
Datas: 13 e 15 de dezembro
Horário: 9h às 13:30
Resumo: “This argument is too structural. It’s under-determined and based on unrealistic assumptions. Moreover, it tells us little about how the world really works” (Checkel, 2008, p. 114).
Considerações desta natureza chamam a atenção para a necessidade de se levar em consideração, na pesquisa científica, os processos – o que significa dar atenção para os mecanismos causais relacionados aos fenômenos que se quer estudar. Neste processo, uma metodologia relevante é o process tracing, que é mobilizado tanto por positivistas quanto por construtivistas em suas estratégias de pesquisa. Assim, o objetivo do curso é apresentar aos alunos a metodologia do process tracing e suas contribuições para a produção de conhecimento científico. Neste sentido, será feita uma discussão acerca das questões epistemológicas em torno desta ferramenta, uma apresentação dos principais elementos de tal metodologia e alguns exemplos práticos relacionados à mesma.
Para maiores informações, os áudios das aulas podem ser acessados aqui.

Leonardo Ramos Possui graduação em Relações Internacionais pela PUC-Minas, mestrado em Relações Internacionais pela PUC-Rio e doutorado em Relações Internacionais pela PUC-Rio. Atualmente é professor do Departamento de Relações Internacionais da PUC-Minas. Lidera, junto com o professor Javier Vadell, o Grupo de Pesquisa sobre Potências Médias (GPPM). É coordenador da área temática de Economia Política Internacional- ABRI (2015-2016). Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Relações Internacionais e Economia Política Internacional, atuando principalmente nos seguintes temas: Teoria de Relações Internacionais, Gramsci, Hegemonia, Globalização, G8 e G20.

[Minicurso] Etnografia 2016.1

Entre os dias 22 e 23 de junho, o Laboratório de Metodologia ofereceu o último minicurso do primeiro semestre de 2016, sobre Etnografia, com o professor Guilherme Sá. Assim como os anteriores, este curso também contou com três sessões, nas quais buscou-se apresentar um panorama mais amplo da Etnografia e por fim relacioná-la com o campo de Relações Internacionais.
Inicialmente foi apresentado um quadro geral, com contexto   histórico   e   teórico   do aparecimento das primeiras etnografias, seguido de uma visão sobre a multitude de temas possíveis de serem abordados pela Etnografia (sendo a bibliografia da segunda sessão composta essencialmente de etnografias que tocam os diversas questões e grupos sociais). Por fim, foram discutidas as principais críticas dirigidas à etnografia como um gênero literário e como produto derivado de um método científico, bem como a questão social e política da produção de saberes; além disso, foram trazidos temas mais atuais trabalhados pela Etnografia, as tendências mais recentes desta metodologia e as possibilidades de relação desta com as Relações Internacionais.
Para maiores informações, acesse os áudios das aulas aqui.

Guilherme José da Silva e Sá é professor do Departamento de Antropologia da UnB, mestre e doutor em Antropologia Social pelo Programa de Pós-graduação em Antropologia Social / Museu Nacional da UFRJ. Atualmente atua nas linhas de pesquisa em: Antropologia da Ciência e da Tecnologia, Relações entre Naturezas e Culturas, Relações entre Humanos e Não-Humanos, História da Antropologia no Brasil.

[Minicurso] Pensamento da Desconstrução

O Minicurso de Pensamento da Desconstrução, ministrado pela professora Carla  Rodrigues entre os dias 15 e 17 de junho de 2016, teve como objetivo fazer uma introdução ao pensamento da desconstrução do filósofo franco-argelino Jacques Derrida.

O curso apresentou, inicialmente, a trajetória de Derrida, e a influência que os eventos históricos e de sua vida tiveram em sua obra. A seguir, as principais influências do autor – Heidegger, Freud, Husserl, Nietzsche –, sua busca por tornar-se um “filósofo francês” e o problema da linguagem e seus desdobramentos. Por fim, buscou-se analisar questões políticas históricas e atuais e a dimensão do gênero à luz dos aspectos teóricos e conceituais discutidos nos dois dias anteriores. Dessa forma, o curso, guiado por textos do próprio Derrida e de alguns de seus/suas leitores/as brasileiros/as, apresentou os elementos fundamentais do complexo pensamento derridiano, bem como mostrou como os estudos do filósofo podem auxiliar estudantes de Relações Internacionais a pensar sua realidade.

Para maiores informações, acesse os áudios das aulas aqui.

 


Carla Rodrigues é professora do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFRJ, especializada em ética. É mestre e doutora em Filosofia pela PUC-Rio. Atualmente desenvolve sua pesquisa na filosofia de Jacques Derrida em conjunção com o pensamento de Judith Butler. É autora, entre outros, de "Duas palavras para o feminino - hospitalidade e responsabilidade - sobre ética e política em Jacques Derrida" (NAU/Faperj, 2013) e "Coreografias do feminino" (Editora Mulheres, 2009).

[Minicurso] Discursos e Discursividades em Relações Internacionais 2016.1

Entre os dias 08 a 10 de junho aconteceu o Minicurso ‘Discursos e Discursividades nas Relações Internacionais: indicações metodológicas’ – o primeiro da série de três que o Laboratório de Metodologia está oferecendo neste semestre. O objetivo do minicurso era apresentar aos e às estudantes os elementos centrais da Análise do Discurso, da semiótica e da relação poder/saber/verdade em Michel Foucault, a fim de indicar como essas perspectivas teórico-metodológicas têm sido incorporadas no estudo das Relações Internacionais.
O minicurso foi ministrado pelos professores Thiago Rodrigues (INEST/UFF) e Marco Kalil Filho (INJC/UFRJ), que ao longo das três sessões abordaram as noções introdutórias ao campo da Análise e das Teorias do Discurso, os conceitos de Agonismo e Veridicção em Michel Foucault, e dos Discursos e a disciplina das Relações Internacionais.
Este evento teve como público alunos e alunas da disciplina de Metodologia nas Relações Internacionais do programa de pós-graduação do IRI/PUC-Rio.
Para maiores informações, acesse os áudios das aulas aqui.

 


Thiago Rodrigues é professor no Departamento de Estudos Estratégicos e Relações Internacionais do Instituto de Estudos Estratégicos (INEST) da Universidade Federal Fluminense (UFF). É Coordenador do projeto “Narcotráfico e militarização no entorno estratégico nacional: lições para o Brasil”, financiado pelo Ministério da Defesa (Instituto Pandiá Calógeras) e CNPq. Atua principalmente os seguintes temas: narcotráfico, teoria das relações internacionais, novos conflitos internacionais, segurança internacional, relações internacionais da América Latina. Mestre e Doutor em Relações Internacionais pela PUC-SP.
Marco Kalil Filho é professor substituto do Instituto de Nutrição Josué Castro (INCJ) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre e doutorando em Estudos da Linguagem pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Possui experiência nas áreas de Direitos Humanos, Direito Penal, Direito Constitucional, Criminologia, Estudos da Linguagem. Linguística, Semiótica, Comunicação Social, Mídia e Tecnologia, Política Interna e Política Externa.

[Workshop] Objectivity and Diversity: What Research and for Whom? 2016.1

O Laboratório de Metodologia do Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro realizou no dia 23 de maio o primeiro workshop, iniciando, assim, seu ciclo de eventos para o ano de 2016. Na ocasião, tivemos a presença da professora Sandra Hardingpara debater o papel da pesquisa científica e da objetividade, incluídos no seu mais recente livro, intitulado “Objectivity and Diversity: what research and for whom?”.

Na ocasião a professora expus parte do seu trabalho em torno das diferentes epistemologias com as quais ela trabalha, e das perspectivas pós-coloniais e feministas sobre a filosofia da ciência e da tecnologia.

 

Os participantes também se engajaram na discusão e levantaram perguntas e críticas sobre a questão da diversidade nas metodologias de pesquisa, da legitimidade dos dados e a contingencia dos sistemas de valores embuídos na política da ciência.

Para maiores informações, acesse o áudio do workshop aqui.


 A professora Harding é doutora em Filosofia pela NYU. Atualmente é Distinguished Research Professor of Education and Gender Studies na Universidade da California, Los Angeles. É uma das fundadoras da chamada “Epistemologia Feminista” e tem aportado ao desenvolvimento da Teoria do Ponto de Vista (Standpoint Theory), assim como aos estudos da ciência, da tecnologia e de gênero. Harding foi co-editora do periódico Signs: Journal of Women in Culture and Society (2000-2005). Em 2013, ela recebeu o John Desmond Bernal Award da Society for the Social Studies of Science (4S) por contribuições excepcionais à área. O mesmo prêmio já foi recebido por Thomas Kuhn, Robert Merton, Joseph Needham e Mary Douglas. Harding já ofereceu consultoria em diversas organizações, incluindo Pan American Health Organization, UNESCO, U.N. Development Fund for Women e U.N. Commission on Science and Technology for Development.